O implante dental é um pequeno cilindro confeccionado em titânio puro, com roscas externas semelhante a um parafuso. O titânio adere ao tecido ósseo, produzindo uma ligação biológica entre o osso e o titânio, conhecida como osseointegração.
O implante dentário é um pequeno pino confeccionado em titânio puro, com roscas externas semelhante a um parafuso. Este pino de titânio é instalado cirurgicamente dentro do osso maxilar ou mandibular para funcionar como uma raiz dentária; sobre o implante dentário, será fixada uma coroa protética e, dessa forma, substituir os dentes perdidos.
Existem empresas que fabricam implantes dentários praticamente em todas as partes do mundo. Devido a um maior tempo de pesquisa e investimento, os Estados Unidos e a Europa e principalmente a Suécia, são considerados os maiores centros de produção e introdutores de novidades e evolução em implantes dentários no mundo.
Os implantes dentários podem variar em diâmetro e comprimento. Assim sendo, os fabricantes procuram desenvolver uma grande variedade de medidas para adequar seus implantes dentários a cada situação. No diâmetro, esta variação pode oscilar entre 3 e 6 mm e no comprimento, esta variação é ainda maior; existem implantes dentários de 5 até 18 mm ou mais. Dependendo da altura e espessura óssea dos maxilares, maior diâmetro ou comprimento poderão ser planejados para a instalação, melhorando, desta forma, sua capacidade de suporte das coroas.
Todos os implantes dentários existentes hoje no mercado são confeccionados de um metal chamado titânio; este metal é usado com muita freqüência na área médica, principalmente em ortopedia. O titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e por esta razão não sofre a rejeição imunológica; cientificamente é classificado como um material biologicamente compatível.
Como existem especialistas em áreas de tratamento de gengivas (periodontistas) ou de crianças (odontopediatras) por exemplo, existem especialistas em implantes dentários que são igualmente normatizados e regulamentados pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO)como especialistas em instalação de implante dentário e confecção de próteses sobre implantes dentários. Estes, depois de cursarem a faculdade de Odontologia, fazem um outro curso com mais de 1.000 horas de carga horária e dois anos de duração, exclusivamente voltado ao conhecimento dos implantes dentários e dos procedimentos ligados à Implantodontia.
Sim, em cirurgias realizadas por médicos ortopedistas. Estes implantes dentários também são de titânio, similares aos implantes dentários realizados na boca, variando na forma e tamanho. São colocados em outras regiões do corpo com finalidades protéticas parecidas com as dentárias. São colocados, por exemplo, no processo mastóide (osso atrás da orelha) para segurar próteses auriculares, outros no orbital para sustentar próteses oculares e também no osso facial para fixação de próteses nasais. Fora da cabeça, implantes dentários também estão sendo colocados nas falanges remanescentes de dedos perdidos, com propósito de fixação de prótese com dedos artificiais.
O titânio, material de que é feito o implante dentário, adere ao tecido ósseo, produzindo uma ligação biológica entre o osso e o titânio, conhecida como osseointegração.
Estes pacientes são submetidos a um outro procedimento cirúrgico denominado enxerto ósseo, que busca aumentar a altura ou a espessura do osso no local da cirurgia, permitindo a instalação do implante dentário.
Um enxerto ósseo é um procedimento cirúrgico para acrescentar altura ou largura ao osso maxilar e/ou mandibular, visando aumentar seu volume para colocação de um implante dentário em regiões que seriam inviáveis para tal prática. Eles podem ser feitos em uma cirurgia prévia à implantação e, nesse caso, os implantes dentários serão colocados após um período de cicatrização óssea de 6 a 12 meses. Quando possível, o enxerto ósseo é realizado na mesma cirurgia de colocação dos implantes dentários.
O tempo de conclusão varia de caso para caso. Após a colocação, os implantes dentários permanecem em repouso por um período que varia de 2 a 6 meses para que ocorra o fenômeno da osseointegração (adesão do titânio ao osso); após este período os implantes dentários são descobertos e uma prótese dentária é conectada ao implante dentário. Em alguns casos específicos, a prótese pode ser instalada já no dia da cirurgia de colocação do implante dentário, realizando, assim, a carga imediata.
Durante o seu tratamento com implantes dentários, o dentista terá condições de colocar em você uma prótese provisória, que será usada durante o período de cicatrização dos implantes dentários. Freqüentemente é possível ter um dente provisório fixo.
Em alguns casos, sim. Deve-se eliminar qualquer processo infeccioso pré-existente na cavidade oral, ou seja, tratamento periodontal (gengival), extração de dentes com focos de infecção, bem como tratamentos endodônticos (canais) devem ser realizados anteriormente à implantação. Todos esses aspectos fazem parte de um planejamento inicial realizado pelo profissional, que deve ser discutido abertamente com o paciente, antes do início do tratamento.
Quando a cirurgia é executada com a técnica correta , os riscos são mínimos. A cirurgia é feita, normalmente, com anestesia local e são muito mais simples que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a extração de um dente incluso, por exemplo. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incômodo maior.
Não. Obviamente trata-se de um procedimento cirúrgico e pode ocorrer certo edema (inchaço), especialmente nos primeiros dias de pós-operatório. O edema é proporcional ao porte da cirurgia. Cirurgias de enxerto ósseo costumam provocar maior edema. Entretanto, existem medicações específicas para o controle da inflamação pós-operatória, assim como antibióticos (remédios que combatem infecção) e analgésicos, que o cirurgião poderá prescrever em caso de necessidade.
Não. Após adoção de um elenco de medidas no tocante à assepsia, por parte dos profissionais que se dedicam a Implantodontia, a colocação de implantes dentários em consultórios preparados para este fim é tão segura quanto à realizada em hospitais. As cirurgias em ambiente hospitalar faziam com que se associasse a idéia de altos custos à colocação dos implantes dentários.O Implante é uma manobra rotineira que se enquadra dentro do dia-a-dia do consultório dentário.
A principal complicação é a periimplantite, que é a doença que acomete o osso e a gengiva ao redor do implante dentário. Os implantes dentários, assim como os dentes e gengivas, têm de ser muito bem limpos, utilizando-se os dispositivos (fio dental e escova dental) recomendados pelo seu cirurgião-dentista. Outras complicações são a fratura ou o afrouxamento dos pequenos parafusos que prendem as próteses. Fraturas de implantes dentários são raras de ocorrer, e quando acontecem, estão relacionadas a planejamentos de tratamento inadequados ou a implantes dentários colocados em posições desfavoráveis. O mais importante é o comparecimento regular do paciente às consultas de manutenção para prevenir ou diagnosticar precocemente qualquer alteração.
Os implantes dentários requerem os mesmos cuidados básicos que temos com os dentes naturais, ou seja: saúde do paciente; escovação adequada e uso diário de fio dental; bochechos com solução antisséptica diária; cumprir rigorosamente as instruções do dentista, específicas ao seu caso; visitas periódicas ao dentista (4 a 6 meses).
Sim existem muitos dispositivos que ajudam na limpeza das próteses sobre implantes dentários em regiões ou áreas onde a escova dental comum tem difícil acesso. São eles: o fio ou fita dental, o superfloss (que é um tipo de fio dental compassador acoplado), as escovas unitufo e interdentais e alguns enxaguatórios bucais que deixarão sua boca mais agradável e sadia. Podemos citar também os jatos d’água (water pik)e as escovas elétricas. O dentista vai recomendar os tipos de dispositivos indicados para auxiliar a limpeza bucal de acordo com o risco periodontal de cada paciente.
A periimplantite é uma condição patológica caracterizada pela inflamação do tecido mole ao redor dos implantes dentários, sangramento, supuração e rápida perda óssea. Essa doença se estabelece em resposta a uma colonização de bactérias patógenas semelhantes em muitos aspectos à periodontite, que causa a perda dos dentes.
A taxa de sucesso dos implantes dentários osseointegráveis é alta, havendo diversos estudos científicos comprovando sua eficácia, mesmo após décadas em função mastigatória. Existe, porém, uma possibilidade pequena de perda do implante dentário (não ocorrência da osseointegração), em torno de 2 a 3% dos casos, normalmente logo após o período de instalação do implante dentário. Nesses casos o implante dentário é removido facilmente, podendo um novo implante dentário ser recolocado no local.
O tabagismo pode prejudicar a cicatrização adequada de um implante dentário. Experiências na área de tratamento das gengivas têm mostrado que os fumantes, principalmente os que fumam em excesso, têm uma reabsorção maior, desde que tenham doença periodontal. Entretanto, isso não impede que fumantes tenham implantes dentários instalados e reabilitados com sucesso. Você deve conversar com seu dentista para informações mais específicas relacionadas com suas necessidades dentais e os efeitos do tabagismo.
Além das diferenças de tipos de implantes dentários, ocorrem diferenças por variações nas formas, também por diferentes tratamentos de superfície do titânio e variações quanto à maneira de receber e fixar a prótese. Com referência à superfície, os chamados tratamentos de superfície criam porosidades no titânio para aumentar a aderência do implante dentário ao osso e obter melhor qualidade de osseointegração (união ao osso), diminuindo, assim, o tempo da osseointegração dos implantes dentários, permitindo uma reabilitação com próteses em menos tempo.
O diabetes não é uma contra-indicação absoluta para a colocação de implantes dentários. O importante é o paciente a ser implantado nestas condições, mantê-la controlada, especialmente durante o período de osseointegração. O insucesso de implantes dentários em pacientes diabéticos estão quase sempre relacionados a pessoas que desconheciam o problema e descompensaram justo durante o período da osseointegração.
Mesmo com as mais avançadas técnicas para o tratamento e manutenção dos dentes, alguns pacientes apresentam a raiz dentária danificada de forma irreversível, o que exige a extração desta raiz e a colocação de uma prótese neste espaço. Nestes casos, o tipo de reabilitação mais indicada é o implante dentário osseointegrado, que recupera a função mastigatória e a estética em pacientes que perderam um ou mais dentes. Sempre que os implantes dentários puderem ser planejados antes da perda do elemento dental e colocados no mesmo ato de remoção, logo após a extração, esta é a situação de melhor prognóstico, pois conserva o osso alveolar, que dá suporte aos dentes.
A osteoporose é um fator que retarda a regeneração do osso da maxila de paciente que passa por implante dentário, alerta estudo da FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba) da Unicamp (Universidade de Campinas). A conclusão partiu da tese de doutorado da cirurgiã-dentista Karina Gottardello Zecchin. O estudo teve orientação do professor da área de patologia, Jacks Jorge Junior. A osteoporose acomete, em sua grande maioria, mulheres a partir dos 50 anos que recorrem à reposição hormonal. Entre os efeitos causados pelos níveis baixos de estrógeno nas mulheres está a diminuição da quantidade de massa óssea e, conseqüentemente, a osteoporose. A pesquisadora induziu a doença em ratas e, após a retirada dos ovários, extraiu os dentes do animal e verificou que houve demora no crescimento do osso por conta da ausência de estrógeno e consequente diminuição da produção de colágeno, os principais formadores dos ossos. O estudo mostra que a abordagem terapêutica deve ser de forma diferenciada com pessoas que possuem osteoporose. “Como a diminuição do estrógeno, o qual promove a osteoporose, diminuiu e muito a formação de osso, o período de reparação óssea deve ser maior”, explica. Karina ressalta que pessoas que sofrem da doença degenerativa dos ossos e que receberão implante dentário precisam de um tempo maior para que haja a reparação óssea. Essa fase de recuperação é necessária para receber a carga protética (dente artificial)...
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